A episteme moronológica
Tomemos por exemplo o caso do réu Fulánez Desábato. Digamos que seu caso, aqui analisado, seja um bom exemplo dos problemas complexos porque passa a opinião do moderno colunista internético bloguístico. Caso não seja, não digamos.
Vejam bem. Como portar-se.
Postulado primeiro.
Eu acho divertido isso de ficar enchendo o saco dos portenhos (a começar de chamá-los de portenhos, que é que nem chamar brasileiro de carioca). Acho salutar para o bem estar de uma noção que ela encontre um foco onde centrar o anti-desejo de sua pró-ficção. Tipos. Quem não tem onde cuspir não pensa aonde ir. Quem não tem escada sobe em nada. Tipo assim. Acho salutar. E apoio também que os argentinos riam da nossa cara em toda e qualquer situação que se lhes ocorra (e, cos diabos, a gente dá motivo). Proponho-me, aliás, a degradar publicamente do alto de minha poderosa tribuna internética todo e qualquer tangueiro safado que se veja no direito de relativizar ou mesmo negar o lídimo desprezo que eles por nós devem sentir. Nada contra acordos bilaterais, mostras de cinema argentino, tango (tá certo, alguma coisa contra tango..), auxílio econômico de um lado e de outro, casais interculturais, miscigenação, amigos argentinos. Desde que possamos manifestar nossas belas antinomias em praça pública e, especialmente, em campos de futebol.
Não aceito argumentos. Acho bacana.
(Quase tudo isso vale, também, para os atleticanos, que não são mais que argentinos listrados diferente. Por que vocês acham que eles verticalizaram a camisa? Juntem-se as siglas dos dois times, e obter-se-á Capafa, um dos nomes do Cujo, como todos sabem..)
Sub-premissa primeira.
Eu odeio racistas. Pensando bem, essa é uma das razões de eu “não gostar” de argentinos. Dá medo. Racismo é a burrice no poder. Quem cospe de cima nada vindima. Quem me usa de escada chega a nada. Sou pró-semita, pró-negro (o que, pra quem já me viu, convenhamos, é bem mais fácil), pró-tudo. Que bom que argentino não é raça. Trata-se, afinal, de uma escolha, como o mostram, ainda que com alguma minha desconfiança, Meligenis e Babencos.
Não aceito argumentos. Acho legal.
Aí vem o zagueirão argentino e junta a come com a vontade de fomer.
Adversação primeira.
No entanto. Sed Prima. Galvão Bueno é, e não tem porque deixar de ser, o alvo de toda a frustração reprimida do macho adulto variegado brasileiro. Tipos. É fácil demais. O cara está lá toda semana, falando bobagem sem parar (e quem vive de falar em público sabe que a coisa é toda uma média aritmética: quanto mais tempo você fala, mais fala bobagens, mas em PG.). E ele não está ali pra contra-argumentar. O cara é um prato-cheio. Um dono da verdade que não pode retrucar. Exercemos nele, noturnamente, nossa covardia pusilânime. Nele vingamos todas as ofensas da sociedade de consumo.
Endosso. Apóio. Acho banaca.
Quem não xinga não vinga. Quem a todos ama sozinho fica na cama.
Conclusão segunda.
E eis o mistério do infantilismo. A imbecil recusa que certas pessoas e, ou, situaçãos, apresentam; a impossibilidade que propõem. Como é possível que um ser humano funcione adequadamente em um meio complexo que não permite que seus ódios infantis se manifestem de maneira unívoca? E se eles se põem uns contra os outros?
Pois eu não há gradação possível. Eu odeio mais o Galvão Bueno manipulador da verdade verificável em replay (está cada vez mais claro pra quem não viu o jogo que coisa toda foi açulada por ele) ou o portenho racista?
Que fazer?
Semana passada estava ouvindo Marisa Monte cantando Onde andarás, de Caetano Veloso e Ferreira Gular.
Como fazer? A gestora da imbecilidade tribalista, o babaca opiniático que nos deu A Foreign Sound e o manezim dos textos coiós da Folha de S. Paulo (além de sério candidato ao título de cara de sovaco peludo do século, diabo chupando manga do milênio, desastre de trem de leprosos maranhense). Fazendo juntos um treco genial. Lindo mesmo.
Não dá pra ser feliz.
Vejam bem. Como portar-se.
Postulado primeiro.
Eu acho divertido isso de ficar enchendo o saco dos portenhos (a começar de chamá-los de portenhos, que é que nem chamar brasileiro de carioca). Acho salutar para o bem estar de uma noção que ela encontre um foco onde centrar o anti-desejo de sua pró-ficção. Tipos. Quem não tem onde cuspir não pensa aonde ir. Quem não tem escada sobe em nada. Tipo assim. Acho salutar. E apoio também que os argentinos riam da nossa cara em toda e qualquer situação que se lhes ocorra (e, cos diabos, a gente dá motivo). Proponho-me, aliás, a degradar publicamente do alto de minha poderosa tribuna internética todo e qualquer tangueiro safado que se veja no direito de relativizar ou mesmo negar o lídimo desprezo que eles por nós devem sentir. Nada contra acordos bilaterais, mostras de cinema argentino, tango (tá certo, alguma coisa contra tango..), auxílio econômico de um lado e de outro, casais interculturais, miscigenação, amigos argentinos. Desde que possamos manifestar nossas belas antinomias em praça pública e, especialmente, em campos de futebol.
Não aceito argumentos. Acho bacana.
(Quase tudo isso vale, também, para os atleticanos, que não são mais que argentinos listrados diferente. Por que vocês acham que eles verticalizaram a camisa? Juntem-se as siglas dos dois times, e obter-se-á Capafa, um dos nomes do Cujo, como todos sabem..)
Sub-premissa primeira.
Eu odeio racistas. Pensando bem, essa é uma das razões de eu “não gostar” de argentinos. Dá medo. Racismo é a burrice no poder. Quem cospe de cima nada vindima. Quem me usa de escada chega a nada. Sou pró-semita, pró-negro (o que, pra quem já me viu, convenhamos, é bem mais fácil), pró-tudo. Que bom que argentino não é raça. Trata-se, afinal, de uma escolha, como o mostram, ainda que com alguma minha desconfiança, Meligenis e Babencos.
Não aceito argumentos. Acho legal.
Aí vem o zagueirão argentino e junta a come com a vontade de fomer.
Adversação primeira.
No entanto. Sed Prima. Galvão Bueno é, e não tem porque deixar de ser, o alvo de toda a frustração reprimida do macho adulto variegado brasileiro. Tipos. É fácil demais. O cara está lá toda semana, falando bobagem sem parar (e quem vive de falar em público sabe que a coisa é toda uma média aritmética: quanto mais tempo você fala, mais fala bobagens, mas em PG.). E ele não está ali pra contra-argumentar. O cara é um prato-cheio. Um dono da verdade que não pode retrucar. Exercemos nele, noturnamente, nossa covardia pusilânime. Nele vingamos todas as ofensas da sociedade de consumo.
Endosso. Apóio. Acho banaca.
Quem não xinga não vinga. Quem a todos ama sozinho fica na cama.
Conclusão segunda.
E eis o mistério do infantilismo. A imbecil recusa que certas pessoas e, ou, situaçãos, apresentam; a impossibilidade que propõem. Como é possível que um ser humano funcione adequadamente em um meio complexo que não permite que seus ódios infantis se manifestem de maneira unívoca? E se eles se põem uns contra os outros?
Pois eu não há gradação possível. Eu odeio mais o Galvão Bueno manipulador da verdade verificável em replay (está cada vez mais claro pra quem não viu o jogo que coisa toda foi açulada por ele) ou o portenho racista?
Que fazer?
Semana passada estava ouvindo Marisa Monte cantando Onde andarás, de Caetano Veloso e Ferreira Gular.
Como fazer? A gestora da imbecilidade tribalista, o babaca opiniático que nos deu A Foreign Sound e o manezim dos textos coiós da Folha de S. Paulo (além de sério candidato ao título de cara de sovaco peludo do século, diabo chupando manga do milênio, desastre de trem de leprosos maranhense). Fazendo juntos um treco genial. Lindo mesmo.
Não dá pra ser feliz.

4 Comments:
O Ferreira Gullar é mais feio que o Satanás de chuteira (e com a camiseta dourada (?) - tragam o glitter! - do Atlético). Já a filó chupando manga deve ser algo bonitinho...
pra teu desespero, continua sensato, meu caro Caetano.
ERRATA:
Ferreira Gular é com um "L" só. E já é demais pra ele.
Filó é com inicial maiúscula, por se tratar do nome de uma simpática cadelinha, dona do Caetano e da Sandra.
desculpe nossas improprieades.
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Não sei se é verdade, mas, ouvi uma versão sobre a origem do Coritiba afirmando que por ser ele um clube exclusivo para brancos, os negros eram barrados, passou a ser conhecido como o clube dos "coxas brancas". Sendo isto verdade, quem tá mais pra argentino é o Coritiba! Espero que não seja verdade, de coração, não sou torcedora de time algum (juro!não estou defendendo o Atlético), mas racismo é horrível em qualquer momento, passado, presente...
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