Texto imbecil
Acabei de saber que uma menina morreu. Com vinte e quatro anos de idade. Uma menina que eu conhecia.
Mais. Mas a menina não acabou de morrer. A menina que eu conheci.
Morreu em outubro de 2003. Com vinte e quatro anos de idade, que eu não conhecia mais. De uma doença bizarra que a deixou mais que fragilizada a vida inteira. Mas na rua. Na vida. Vinte e quatro anos. Foi namorada de um primo meu.
E era a segunda coisa mais parecida com um anjinho que eu vi na vida.
Tanta coisa pela frente..
Tanta força..
Essas pessoas passam pela vida da gente..
A morte..
Vá com Deus..
Não vamos mais ouvir a única voz aguda, em todo mundo, que era agradável.
É quando as coisas fodas, realmente fodidas, acontecem que a gente vê de onde vêm os clichês. A gente, hiperconsciente, continua com receio de usar. Mas. Tudo isso aí de cima.
Psicologia de balcão só chegou ao balcão porque era muito solicitada. Lugar comum não é mais que uma palavra mais que as outras, uma metáfora que perdeu mais e mais a força, como dizia o velho Nietzsche.
Só sei que a menina morreu. Que eu só fiquei sabendo dezessete meses depois, quando dela não há de sobrar nada. De uma menina que já parecia uma pluminha de pé.
E nada. Nada. Faz a menoríssima diferença.
Ela nasceu doente. Ela viveu doente. Ela viveu mais do que esperava.
Que ela mesma dizia.
Isso acontece o tempo todo. Tudo aquilo lá de cima acontece o tempo todo. Mas foda-se. A gente fica triste. Triste, que é a inânia feita gesto. A inutilidade tornada prisma.
E se houver um colegiado das almas mortas fique aí uma lembrança, um afago, uma oração se fizerem questão.
Fique aí um beijo pra Ana.
1979-2003.
Mais. Mas a menina não acabou de morrer. A menina que eu conheci.
Morreu em outubro de 2003. Com vinte e quatro anos de idade, que eu não conhecia mais. De uma doença bizarra que a deixou mais que fragilizada a vida inteira. Mas na rua. Na vida. Vinte e quatro anos. Foi namorada de um primo meu.
E era a segunda coisa mais parecida com um anjinho que eu vi na vida.
Tanta coisa pela frente..
Tanta força..
Essas pessoas passam pela vida da gente..
A morte..
Vá com Deus..
Não vamos mais ouvir a única voz aguda, em todo mundo, que era agradável.
É quando as coisas fodas, realmente fodidas, acontecem que a gente vê de onde vêm os clichês. A gente, hiperconsciente, continua com receio de usar. Mas. Tudo isso aí de cima.
Psicologia de balcão só chegou ao balcão porque era muito solicitada. Lugar comum não é mais que uma palavra mais que as outras, uma metáfora que perdeu mais e mais a força, como dizia o velho Nietzsche.
Só sei que a menina morreu. Que eu só fiquei sabendo dezessete meses depois, quando dela não há de sobrar nada. De uma menina que já parecia uma pluminha de pé.
E nada. Nada. Faz a menoríssima diferença.
Ela nasceu doente. Ela viveu doente. Ela viveu mais do que esperava.
Que ela mesma dizia.
Isso acontece o tempo todo. Tudo aquilo lá de cima acontece o tempo todo. Mas foda-se. A gente fica triste. Triste, que é a inânia feita gesto. A inutilidade tornada prisma.
E se houver um colegiado das almas mortas fique aí uma lembrança, um afago, uma oração se fizerem questão.
Fique aí um beijo pra Ana.
1979-2003.

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