Blondia
Tem semanas que são obrigatórias.
Nessa eu não posso escolher o assunto. Quinta-feira próchima e vindoira é dia de Bloomsday, e tenho uma obrigação quase que profissional da falar do assunto.
Então, pra quem não sabe, o Bloomsday ganha esse nome graças a Leopold Bloom, personagem principal (e sensacional) do “Ulysses” de James Joyce, publicado em fevereiro de 1922. Como toda a ação do dito livro se desenrola no dia 16 de junho de 1904 (a bem da verdade entrando pela madrugada do 17), a partir dos anos cinqüenta o genialíssimo Flann O’Brien começou a instituir o costume de se comemorar a data com festividades joyceanas. A história, aliás, do primeiro Bloomsday nessa tradição (o próprio Joyce, morto em 41, chegou a comemorar alguns com amigos) já em bem divertida, muito irlandesa e muito Flann O’Brien: pois ele se juntou com uns amigos e saiu, a cavalo, para fazer uma ronda por Dublin, passando por pontos mencionados no livro e se detendo aqui e ali para tomar um goró. A ronda não passou dos primeiros pubs, e acabou com todo mundo da na sarjeta.
Hoje, em todo o mundo tem lá uns malucos que se reúnem pra celebrar a data. Tomando café da manhã em praça pública, com o mesmo cardápio do desjejum do senhor Bloom, lendo trechos de Joyce, representando cenas do livro, cantando música irlandesa, enchendo os canecos até não mais poder.
Em curitiba estamos indo acho que pro nono ano...? Ivan, me corrija.
Sempre por iniciativa do centro feminino paranaense de cultura. Nesse ano a coisa, como no ano passado, vai acontecer na Fnac, lá no shops barigüi. Vai ter música irlandesa, música lírica citada no romance (o adultério de Molly Bloom, ponto central daquele dia, se consuma, por assim dizer, ao som de duas árias), leitura de poemas e espumante de graça!
Apareeeçam!
A partir das 19 horas. Neguinho vai estar por lá também distribuindo flampetos de inscrição em um cursinho Ulysses de três sábados, ao encargo de eu mesmo e daquele Ivan (Justen Santana) mencionado logo ali. No dia dezoito o Ivan fala de Joyce, vida e obra; no vinte e cinco falo eu sobre o Ulisses propriamente dito; e no 32 (rarrá) passamos o filme Bloom (Irlanda, 2003) uma adaptação do livro de Joyce, com comentário dos dois que vos falaram. Vai ser legal, eu acho.
Apareeeçam!
Recomendo mesmo o festerê fnaquiano (Embora eu, neste ano, não vá estar por lá: só dei parpite na organização). Não sei dizer, no entanto, se o grande atrativo do Bloomsday deste ano estará acessível lá. Dona Bernardina Pinheiro da Silveria, grande figura, 83 anos, lança nova tradução do livro! Já li pedacinhos e ela tem tudo para ser muuuito melhor que a que temos no mercado. Pode ser que a Fnac daqui já tenha no dia..
Além dessa super efeméride, vale registrar para os maníacos por coincidências (e todo fã de Joyce ho he) que neste ano o 16 de junho cai numa quinta-feira, como em 1904, e que, neste dia, cai também o páreo da Gold Cup de hipismo, que tem considerável importância no livro.
Saúdes
E não deixem de ler o livro por causa da fama de difícil. A nova tradução da dona Bernardina pode ser um bom argumento novo. E o cursinho ivantânico pode dar uma bela mão. O livro dá trabalho, mas paga a pena.
Hasta.
Nessa eu não posso escolher o assunto. Quinta-feira próchima e vindoira é dia de Bloomsday, e tenho uma obrigação quase que profissional da falar do assunto.
Então, pra quem não sabe, o Bloomsday ganha esse nome graças a Leopold Bloom, personagem principal (e sensacional) do “Ulysses” de James Joyce, publicado em fevereiro de 1922. Como toda a ação do dito livro se desenrola no dia 16 de junho de 1904 (a bem da verdade entrando pela madrugada do 17), a partir dos anos cinqüenta o genialíssimo Flann O’Brien começou a instituir o costume de se comemorar a data com festividades joyceanas. A história, aliás, do primeiro Bloomsday nessa tradição (o próprio Joyce, morto em 41, chegou a comemorar alguns com amigos) já em bem divertida, muito irlandesa e muito Flann O’Brien: pois ele se juntou com uns amigos e saiu, a cavalo, para fazer uma ronda por Dublin, passando por pontos mencionados no livro e se detendo aqui e ali para tomar um goró. A ronda não passou dos primeiros pubs, e acabou com todo mundo da na sarjeta.
Hoje, em todo o mundo tem lá uns malucos que se reúnem pra celebrar a data. Tomando café da manhã em praça pública, com o mesmo cardápio do desjejum do senhor Bloom, lendo trechos de Joyce, representando cenas do livro, cantando música irlandesa, enchendo os canecos até não mais poder.
Em curitiba estamos indo acho que pro nono ano...? Ivan, me corrija.
Sempre por iniciativa do centro feminino paranaense de cultura. Nesse ano a coisa, como no ano passado, vai acontecer na Fnac, lá no shops barigüi. Vai ter música irlandesa, música lírica citada no romance (o adultério de Molly Bloom, ponto central daquele dia, se consuma, por assim dizer, ao som de duas árias), leitura de poemas e espumante de graça!
Apareeeçam!
A partir das 19 horas. Neguinho vai estar por lá também distribuindo flampetos de inscrição em um cursinho Ulysses de três sábados, ao encargo de eu mesmo e daquele Ivan (Justen Santana) mencionado logo ali. No dia dezoito o Ivan fala de Joyce, vida e obra; no vinte e cinco falo eu sobre o Ulisses propriamente dito; e no 32 (rarrá) passamos o filme Bloom (Irlanda, 2003) uma adaptação do livro de Joyce, com comentário dos dois que vos falaram. Vai ser legal, eu acho.
Apareeeçam!
Recomendo mesmo o festerê fnaquiano (Embora eu, neste ano, não vá estar por lá: só dei parpite na organização). Não sei dizer, no entanto, se o grande atrativo do Bloomsday deste ano estará acessível lá. Dona Bernardina Pinheiro da Silveria, grande figura, 83 anos, lança nova tradução do livro! Já li pedacinhos e ela tem tudo para ser muuuito melhor que a que temos no mercado. Pode ser que a Fnac daqui já tenha no dia..
Além dessa super efeméride, vale registrar para os maníacos por coincidências (e todo fã de Joyce ho he) que neste ano o 16 de junho cai numa quinta-feira, como em 1904, e que, neste dia, cai também o páreo da Gold Cup de hipismo, que tem considerável importância no livro.
Saúdes
E não deixem de ler o livro por causa da fama de difícil. A nova tradução da dona Bernardina pode ser um bom argumento novo. E o cursinho ivantânico pode dar uma bela mão. O livro dá trabalho, mas paga a pena.
Hasta.

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